DESAFIO 30 DIAS MINIMALISTAS

01. Fique offline por um dia

02. Medite por 15 minutos

03. Destralhe sua vida digital

04. Passe o dia inteiro sem reclamar

05. Identifique de 3 a 6 prioridades na sua vida

06. Siga um ritual matinal

07. Organize sua lista de leitura

08. Aprenda a apreciar a solidão

09. Diminua sua coleção de produtos de beleza

10. Nada de emails ou redes sociais até a hora do almoço

11. Avalie seus compromissos

12. Defina suas metas para este ano

13. Limpe seu guarda-roupa

14. Comece a aprender algo novo

15. Examine seus hábitos diários

16. Não compre nada por 24 horas

17. Realize uma tarefa de cada vez

18. “Unfollow” e “unfriend”

19. Saia para uma caminhada e exercite sua consciência

20. Não assista TV por um dia (leia, ao invés disso)

21. Escreva por 20 minutos

22. Crie uma rotina relaxante para a hora de dormir

23. Saia sem maquiagem

24. Pratique a gratidão

25. Não planeje nada para este dia

26. Identifique o que te causa stress

27. Limpe a sua “gaveta da bagunça”

28. Abandone uma meta

29. Desligue as notificações

30. Avalie suas 5 últimas compras

Quem topa o desafio? eu já comecei.

Mas vá no seu ritmo. Algo que recomendo é não fazer as coisas necessariamente nessa ordem. Eu fui por categorias, a parte do desapego material primeiro, depois “folga das redes sociais”… Siga o que for mais conveniente ao seu estilo de vida, se não der, adapte-o!

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sapatos – quantos pares realmente precisamos?

Esse tópico é extremamente polêmico pra muita gente. Em muitos quartos que arrumei, notei a quantidade EXCESSIVA de sapatos nos armários (e muitas vezes em baixo da cama). O problema desses esconderijos é que você perde a noção do que possui. Por isso é importante sempre guardar as coisas da mesma categoria de uma forma sempre pratica e fácil de visualizar.

Mas qual seria o numero ideal? É complicado eu chegar e dar um numero aleatório. Cada um tem um estilo de vida que leva em conta outras prioridades. Quem trabalha com coisas fitness, por exemplo, pode sentir necessidade de 2 pares de tênis de ginástica, pois usa tanto pra se exercitar, quanto pra trabalhar. Já pessoas que tem um estilo de vida mais simples perto da natureza e não frequentam lugares frios, abusam de boas sandálias e rasteiras.

No meu caso eu era obcecada por tênis, pois é o tipo de sapato que uso sempre, tanto pra sair, quanto para trabalhar. Gosto do conforto, estilo e praticidade. Mas eu como uma boa Arquiteta/Personal Organizer/A maluca que inventa de fazer coisas diferentes da noite pro dia, resolvi pensar em um numero “saudável” de sapatos, que incluam variedade, conforto e reduzam meus gastos com “sapatos de festa” e “eu tenho vários xxx mas não combinam com quase nada”.

Então, considerando os pontos como:

variedade climática   eventos sociais   personalidade  

Consegui montar uma quantidade “saudável” de sapatos e que atendam as minhas necessidades.

(deixando claro que essa é minha “versão”, ficando apenas como sugestão para quem quer buscar uma vida mais pratica e minimalista).
(as cores podem variar, normalmente opto por sapatos em cores sóbrias, para combinar com mais peças de roupas e poder repeti-las sem enjoar)

01 . Um par de flat sandals preto

wwwwwFonte: https://goo.gl/gzwm8F

Confortável e básico. Pode se usar pra “ir tomar um sorvete”, ir pra praia, casa de amigos, andar em casa… é usado atualmente por muitas ‘fashionistas’ até para looks de sair (shopping etc). Além de ser um quebra-galho pra viajar e ir pra praia.

Extremamente versátil e fácil de achar de várias marcas e cores.
Recomendação pessoal: Melissa (pode molhar a vontade, dura bastante e é incrivelmente confortável)

02. Um par de tênis brancos (tipo “all White”)

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            Fonte: https://goo.gl/MfHYss                                  Fonte: https://goo.gl/4ESgLL

Uma peça “clássica” na minha opinião. O tênis branco traz um estilo muito interessante para qualquer look casual. Pra mim, uma peça coringa a ser bem apreciada.

Recomendação: Nike Dunk High ou All Star

03. Um par de tênis preto (tipo “all Black”).

ferteyteFonte: nike.com.br

Assim como o tênis todo branco, o tênis todo preto possibilita visuais casuais e urbanos.Ter um par desses é um quebra-galho para quem não gosta de perder tempo escolhendo sapato pra combinar com a roupa de cada dia.

Recomendação: Nike Air force (o tenis mais confortavel que já calcei em toda minha vida, apesar de caro, vai durar uns 84 anos…) ou All Star (bom, bonito e barato hahaha).

04. Botas ou Ankle Boots de couro

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Perfeitas para dias frios, saídas noturnas ou passeios mais “arrumados”.
Recomendação: Santa Lolla (couro bem duradouro). Opção muito boa e mais econômica: Via Mia (<3)

05. Um sapato colorido (estilo de sua preferência)

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06. Salto alto preto “básico” (aberto ou fechado)

ewqfwefgfdsgFonte:https://goo.gl/U7w2h5

07. Salto alto nude “básico” (aberto ou fechado)

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08. Tênis de ginástica e/ou bota de caminhada (a depender do estilo de vida, vai a cargo da pessoa e suas necessidades)

wtreteyFonte: https://goo.gl/XiVfg6

yrthghfghFonte: https://goo.gl/3LQqAG

O tênis de ginástica proporciona um conforto especifico tanto pra quem faz academia regularmente ou outro exercício, quanto pra quem andar muito no dia-a-dia ou tem o costume de correr/caminhar.
Recomendação: Qualquer uma de sua preferência – sempre bom consultar quem pratica esportes (não entendo de marca de tênis desse tipo – não me julguem).

A bota de caminhada é extremamente útil para inúmeras situações, caminhadas longas, atividades “radicais” e além disso protege o pé termicamente e previne o mesmo de se machucar com facilidade. É muito usado por quem costuma viajar bastante para muitos lugares, ou quem pratica escalada e derivados.
Além de ser muito útil para engenheiros e arquitetos que acompanham obras. Num apocalipse, essa é a melhor opção de calçado! 

A questão principal aqui é qualidade ao invés de quantidade.
Por que não um sapato duradouro, de boa qualidade, confortável e versátil ao invés daqueles milhares que compramos mais pelo preço no famoso Fast Fashion?

Vamos trabalhar essa criatividade e fazer bom uso das nossas roupas e calçados!

a polêmica do desapego de livros

dfvfvbdbfFonte: Acervo Pessoal

Quando pensamos em dar AQUELA faxina geral na casa ou quarto, a maioria, acredito eu tira logo os livros do campo de visão pois “tem certeza de que quer manter todos”.

Eu amo livros, gosto de ler a moda antiga. Não sou muito fã de .PDF ou os kobos da vida, mas sou realista o suficiente para saber que muitos dos livros que possuo, não irei ler novamente ou se quer irei ler alguma vez.

Muitos livros também são dados de presente. Quando se tem uma dedicatória então? Impossível desapegar deles.

Mas eu tenho uns conselhos e questionamentos a trazer que acredito ajudar MUITO na decisão desses difícil destralhe.

     1. Você gosta MESMO desse livro?
     2. Você pretende ler ele novamente?
     3. Se não, por que motivo quer guardá-lo?

Se a resposta for “para meus filhos lerem” pense se daqui a alguns anos eles realmente vão trocar o kobo deles por livros repletos de poeira (é uma triste e bem provável realidade. Eu amo livros físicos, mas os de minha mãe mesmo, cada virada de pagina é um espirro)

     4. Se você não gosta do livro, por que o mantém?

Se a resposta for “por que eu ganhei de presente de fulano (a)” repense se realmente vale à pena guardar algo que você não gosta e deixar apodrecer sendo que poderia estar nas mãos de outra pessoa que daria o devido valor.

“Mas Ana, meu avô que me deu, tem um carinho muito especial”, esses sim se guardam.

   5. Se vocês não pretendem reler, nem gostam tanto assim deles, por que raios os guardam?

Se sua resposta for “quero construir uma biblioteca gigante para decorar meu escritório/casa, tipo uma livraria particular”. Repense só um pouquinho nisso. No custo, manutenção e limpeza.
Eu sempre tive esse desejo, prateleiras e mais prateleiras preenchidas de livros incríveis, é belo, culto, impressionante!

Mas pense, para que você quer isso? Para você ou para impressionar aqueles que vão a sua casa? Pra muitos é vergonhoso admitir, mas é a verdade. Muita gente mantém esses livros por pura imagem. Não há nada de errado nisso.
Mas se você adora tanto livros como diz que adora, por que deixá-los apodrecendo em traças e poeiras durante anos em prateleiras? Só para provar quantos já leu? O quanto você os adora? O quão culto você é por ter livros de arte ou sei La, filosofia?

Muitos livros podem fazer uma grande mudança na vida de muita gente. Aquele livro que você comprou e não terminou de ler (e provavelmente nem vai) pode se tornar o favorito de alguém que você resolveu doar.

É quase o mesmo que dizer que AMA pássaros e deixar vários em gaiolas. Para mostrar aos outros, para apreciar seu canto e beleza, mas fazendo isso, você os priva de ter uma vida livre.

(Tudo bem que eu comparei livros com pássaros, mas vocês me entenderam, espero eu)

Nas arrumações que faço como Personal Organizer na casa das pessoas, cansei de ver livros que ao abrir, já tem paginas comprometidas, traças ou estão simplesmente afogados em poeira. Muita gente nem lembrava que os possuía!

A verdade é que é muito trabalhoso manter uma limpeza semanal de um acervo muito grande e infelizmente, por mais que limpemos, não podemos controlar o tempo agindo nas capas e folhas de papel.

Oh Ana, o que eu faço então minha filha?

Hahaha, calma!

Minha sugestão é fazer o que a Marie Kondo recomenda… Comece pegando todos seus livros de todos os ambientes da casa (tem gente que tem mania de ler e sair largando por ai). Junte todos os seus livros, sente com calma (sem musica para influencia na dramatização da escolha, por favor) e analise um por um. Perceba se realmente gosta deles ou pretende lê-los DE VERDADE.

As vezes o livro (assim como certas pessoas) cumprem a tarefa de fazer parte de nossas vidas em apenas determinado período de tempo sabe? E se ele “cumpriu sem propósito” por que não passá-lo pra frente? Para que ele possa fazer parte de outras realidades também?

Minha proposta então é que você leitor, dê uma re-avaliada no seu acervo. Separe o que vai manter o que vai doar e o que possivelmente vai vender (se for um livro muito raro ou caro, não sei, é uma dica).

Mas mantenha contigo os livros que realmente tem um apreço. Aquele que se você perdesse, ia se desdobrar em dois para conseguir um exemplar substituto.

“Ah quanto drama por causa de um livro”

Mas é se não é fundamental pra sua vida por algum motivo, eu realmente não vejo razão pra guardar.
Espero que as dicas ajudem a desentupir essas pilhas de livros que sei que muuuuuuita gente tem.

Fiz isso com os meus e mantenho meus favoritos em apenas UMA prateleira! São os que têm muita importância pra mim, os que gostam de reler ou consultar ou que simplesmente me trazem um bem enorme.

Obs: Acho que essa mesma avaliação vale para aquela coletânea louca de CD’s e DVD’s que você tem. Hoje a coisa mais fácil do mundo é baixá-los. Mantenha os encartes que realmente você faz questão.
Se o problema é apenas espaço, faça como eu: Selecionei meus cd’s e dvd’s favoritos e os coloquei em um porta-dvd na gaveta. Tenho 80 (é super barato) e não ocupam espaço nenhum!

Can I get an amen up in here?

Agora…

Mãos a obra!

Tem muitos orfanatos e asilos ai precisando de novas historias para preencher ainda mais suas vidas

armário cápsula – uma adaptação real para uma vida simples

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Fonte: https://goo.gl/Jm1vqE

O conceito de armário cápsula foi criado lá nos anos 70 pela estilista Susie Faux. É um conceito bem interessante que misturam alguns ideais parecidos com a da maravilhosa Marie Kondo (com a idéia do “isso me traz alegria?”) e a estrutura minimalista do uso de paletas de cores.

O foco é eliminar aquela perda de tempo na escolha das roupas, pois todas serão peças que você gosta e se sente bem usando.

“Não tenho o que vestir” e “posso precisar disso um dia” são frases não usadas em quem é adepto ao armário cápsula ou a um estilo minimalista de vida.

Tá, mas como funciona?

Bem, nos EUA e em outras localidades onde o clima é BEM definido nas estações do ano. Muitas pessoas separam suas roupas em “winter clothing” (roupas de inverno) e “Summer clothing” (roupas pro verão). E combinam essas estruturas com peças que realmente gostam e que podem fazer diversas combinações entre si.

A idéia é fantástica e muitas pessoas têm adotado esse estilo. Normalmente esses armários cápsula consistem em poucas peças, mas com boa qualidade, que reflitam o estilo da pessoa e atendam as necessidades da mesma.

Derivados disso, muitos outros projetos foram desenvolvidos, como projeto 333 (que basicamente consta em usar 33 peças durante 3 meses, essas 33 peças incluem roupas de banho e intimas e acessórios).

O armario cápsula, na visão da Susie F. segue essas “regras”:

(Traduzido por: Ana Luiza Rocha. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Capsule_wardrobe)

01 Escolha uma paleta de cores: Isso envolve a escolha de 1 ou 2 cores-base que funcionam bem com praticamente tudo, como preto, branco, marrom, cinza ou azul marinho. Itens como calça, bolsas de colo ou casacos, podem ser comprados nessa escala de cores. Então elas combinaram com praticamente tudo do seu guarda-roupa.
Depois de escolher as cores-base escolha 1 ou 2 cores mais chamativas, que tenham mais destaque do que as cores básicas que você escolheu e coordene umas com as outras. Esse método pode ser aplicado na hora de comprar tops, vestidos ou acessórios. Uma vez estabelecido a paleta de cores, todos os itens do seu armário, provavelmente serão fáceis de intercalar umas com as outras, assim como as cores das peças.

02 Considere seu “biotipo”: Alguns cortes e modelos são mais bonitos em nosso corpo do que outros. Estilistas orientam que (por exemplo) mulheres com quadris largos usem casacos com ombreira, para que fiquem com a largura mais proporcional.

03 Considere sua aparência. Algumas cores aparentam mais bonitos que outras de acordo com o tom da sua pele e biótipo. Se as cores forem bem escolhidas, os itens que você selecionar estará a seu favor.

NOTA: esses 02/03 eu discordo horrores. Pois acho que certas regras devem ser aplicadas de acordo com nosso gosto pessoal. Acredito na beleza de cada um e acho absurdo alguém que tem quadril largo ou algo do gênero e que ama listras horizontais (por exemplo), se prive de usá-las porque a “sociedade da moda” disse que listras horizontais “engordam”. Acho que a regra número 02 deveria ser apenas: compre modelos que te façam sentir maravilhosa e não “ok”.

04 Escolha peças mais clássicas. Enquanto uns estilos de roupa entrem e saem de moda com facilidade (fast fashion*), as peças consideradas “clássicas” não tem “data de validade”. É uma excelente opção de escolha para montar um armário cápsula, pois você pode mante-las por vários anos.

*Fast Fashion: roupas que entrem e saem de moda com facilidade, roupas que se mantem em auge durante certo período de tempo. (Ex: aquelas modas inspiradas em alguma personagem da novela atual, vira moda durante um período). Sendo assim, são roupas de grande mercado, normalmente em lojas de departamento, sendo assim, muitas delas não tem muita durabilidade. Como são peças feitas para atender uma demanda da moda, elas costumam ser fabricadas a baixo custo para vender em quantidade.

05 Escolha peças de materiais de alta qualidade (Padrão Slow Fashion*): A ideia do armário cápsula é possuir poucos itens de roupa, que possam ser usados de diferentes formas. É uma boa ideia escolher roupas as quais possuam um bom material e duram mais tempo.

*Slow Fashion: O oposto da Fast Fashion. É quase um consumo consciente. Você consume produtos com alta durabilidade e que atendam seu estilo próprio, sendo assim, você não precisa “descartar ele” quando sai de moda.

O problema dessas aplicações pra quem vive no Brasil é que apesar das definições de estações do ano, o tempo é bem imprevisível as vezes. E tem épocas que surpreende com temperaturas estranhas e chuvas aleatórias do nada. Basicamente, você acorda num calor insuportável e sai de short, camisa e tênis e em meados da tarde, a temperatura cai e chove horrores. Ou seja, como separar um armário com todas essas surpresas?

Foi aí que pensei em trabalhar um armário cápsula mais versátil. Que fosse compacto, mas atendesse a todas essas loucuras do universo. Um armário que tenha roupas que dê para usar no ônibus e roupas que me permitam ir para uma festa à noite.

Minha idéia é criar um armário flexível e honestamente? É bem viável, já que, graças a deus, no Brasil não neva ou fica -18°, então pra quem não costuma viajar muito, não é necessário roupas extremamente aquecidas.

Selecionando a paleta de cores:

Muita gente acha que quem é minimalista ou quem busca esse armário básico ou armário cápsula, só usa cinza, preto e branco. Mas não é necessariamente verdade. Muitas trabalham com paletas em tons pasteis, ou com cores mais quentes como vermelho ou até vinho. No meu caso eu utilizo as básicas (cinza, preto e branco) e uns tons mais amarronzados, meio amarelo mostarda pro bege.

O foco aqui é não “desperdiçar espaço” com roupas para uma ocasião só. É criar um armário que você possa usar todas as peças com certa freqüência e flexibilidade.

“ah, mas eu detesto repetir roupa”

Eu também.

Mas acreditem, a diminuição de quantidade e aumento de qualidade, nos incentiva a fazer inúmeras combinações, é quase um desafio criativo!

Eu me desfiz de cerca de 95% do meu guarda roupa, desapeguei total!
Mantendo apenas algumas peças que realmente faziam parte do meu estilo atual e com o dinheiro das vendas de algumas peças antigas, comprei outras que casam com meu estilo mais básico e atual.

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Fonte: https://goo.gl/J4fJGU

Meu objetivo é ter o suficiente. O numero de roupas que me representem que sejam adaptáveis a varias necessidades e que não ocupem muito espaço na casa e na vida. Não quero me mudar e ter 200 malas com roupas, sabendo que, eu nem uso a maioria.
Não planejo comprar roupas por 1 ano e por ai vai, a menos que algo rasgue ou corrompa bizarramente o material.

Quero uma vida leve, simples. Onde a roupa, assim como outros bens materiais, apenas me tragam conforto/alegria e não seja um estorvo ou um compromisso com algum tipo de imagem social.

Espero que tenham gostado das dicas ❤

facebook e redes sociais – desisti?

Após fazer “a limpa” em todo meu quarto e decidindo focar em alguns pontos mais importantes da minha vida, resolvi “fazer uma geral virtual”. Isso inclui: limpeza de arquivos no notebook/hd externo e limpeza nas redes sociais.

Eu sempre tive Facebook, Twitter, Snapchat, Instagram, Youtube, Tumblr, Telegram e Whatsapp. Sem falar em outros apps que não me recordo agora.
Em dado momento das minhas reflexões, percebi quanto tempo gastava na manutenção dessas redes… o quanto eu dedicava meu tempo livre para um grande nada.

Resolvi então ir me desprendendo. Me sentia vigiada sabe? Com muitas imagens para manter, com muitas redes sociais me cobrando algum tipo de atenção ou envolvimento social.
Quando me acostumei a desativar o Facebook, tinha certas agonias no início, depois, passei a simplesmente não sentir falta dele.

Hoje me livrei da dependência de tantas redes sociais. Mantenho só as que considero importantes e não passo muito tempo direto nelas. Consigo sobreviver apenas com Youtube, Instagram, LikedIN e Whatsapp. Lógico que utilizo o blog como plataforma de comunicação. Mas acho muito mais saudável e reconfortante do que o Facebook.

Exclui a maioria das minhas contas, mantive o facebook desativado (e talvez o exclua de vez, ainda estou amadurecendo isso) e permaneço no telegram apenas por uma necessidade (grupos seletos que participo que apenas se comunicam por lá).

Eu sempre gostei mais do whatsapp por ser mais conhecido, ou seja, mais fácil ter contato com todos. Mas de uns tempos para cá, tem me incomodado bastante a criação de milhares de grupos (quase sempre inativos) e a necessidade que as pessoas tem que você as responda urgente mesmo para assuntos não urgentes.

Não sei vocês, mas eu detesto cobranças nesse sentido. Não gosto de me sentir agoniada para responder ou manter uma conversa quando não me sinto à vontade para.
No whatsapp eu sinto essa urgência sabe? Visualizar, não visualizar, demora, última vez visto, mimimi. Muito chato.

Então decidi tirar toda essa agonia da minha vida. Vivo bem com o Instagram (minha rede social predileta btw) e com o whatsapp por questões de questões – hahaha.

A verdade é que me sinto aliviada, não sei, de alguma forma até mais desamarrada. Antes eu checava minhas redes sociais o tempo todo, como se fosse uma forma de emprego. Dava uma importância muito grande a mensagens não lidas, a eventos não confirmados ou a fotos que ainda não tinha visto. No fim das contas, numa mesa de restaurante, a conversa com amigos ocorria durante ‘intervalos’ do celular, ao invés do contrário.

Recomendo a todos que tentem essa experiência! Se desconectar. Ler mais, conversar pessoalmente, sair sozinho ouvindo música, tirar os olhos dessa tela viciante.

Pode ser até importante para alguns, mas acreditem, não é fundamental.

Contudo, eu acredito que atualmente existe um lançamento de um App minimalista muito útil e interessante, quem tiver interesse em conhecer ele e seus usos:

Espero que tenham gostado dessa lição de vida 😉

Até a próxima ❤

sobre consumo e desapego

Imagem1Fonte: https://www.instagram.com/minimalluu/

Sabe como passei a compreender tanto o minimalismo? Experimentando o “outro lado” dessa vida.

Como muitos que me conhecem sabem, era EXTREMAMENTE consumista.

Gastava todo meu dinheiro em lojas de brinquedos (era viciada em bonecos de Sagas para usar de enfeite no quarto), roupas (Tinha 1 gaveta funda SÓ de t-shirts de Star Wars, sério) e muitas outras baboseiras que meu coração de “AI MEU DEUS QUE INCRIVEL, PRECISO DISSO” pedia.

Meu dinheiro ia embora com uma rapidez maior do que o recebia. Logo me percebi com 2 cartões de crédito, um de débito (sem nada) e um quarto repleto de coisas lindas, porém, inúteis.

Eu precisava pagar boletos importantes, renovações da carteira de arquiteta, uma remoção de siso que o plano não cobria ou até uns trocados para um lanche quando estava na rua. E eu não tinha esse dinheiro. Por que? Minha compulsão do AGORA sugou todas as minhas finanças.

Muitos me perguntam como eu migrei de um Extremo para outro. Não, não foi por causa de um só livro e não, esse processo não durou 1 semana, nem 1 mês. Durou meses (e ainda dura de certa forma). É quase uma evolução espiritual (digamos assim). Com o passar das faxinas, desapegos e outras consciências (decididas unicamente por mim, ninguém me obrigou) comecei a perceber o mundo com um olhar diferente. Mais simples, limpo e leve.

Realmente para mim HOJE, não faz sentido eu ter 12 ou 15 casacos (sim, eu tinha hahaha). Não faz sentido eu ter 3 gavetas ou mais, entupidas de sapato, quando na verdade, eu nem uso todos. Não faz sentido comprar mais roupas, se eu nem uso todas as que tenho.

No começo foi muito psicologicamente chocante, por assim dizer, me “livrar” de tantas posses. Achei que iria me arrepender, ter surtos de compra para suprir “o que se foi”… quando na verdade me veio um alivio IMENSO e um gostinho de “quero mais”. E cada vez mais fui me impulsionando para uma vida simplificada.

Eu tenho um costume particular. Eu mudo MUITO de estilo as vezes. Mudo a cor e corte de cabelo como quem troca de roupa, me visto de vestidos florais numa época e jeans e t-shirts em outras. E com tanta oscilação, notei que nunca estava satisfeita.
Foi aqui que me deu um click sabe? Um apito na mente. Eu nunca estava plena com o que vestia ou como me mostrava para o mundo.

Atualmente tenho acompanhado muitas meninas fazendo “transição” para retomar seus cabelos naturais e sem química, assim como tenho visto muitas aderindo ao famoso “Armário Cápsula” (Que em breve postarei sobre, mas basicamente, é viver com o mínimo de peças e evitar compras desnecessárias). Com o mundo retornando ao natural e ao essencial, me senti ainda mais motivada. Doei e vendi 90% do meu armário. Aderi a um estilo mais simples, mas que me identifiquei muito e resolvi parar de alterar tanto a química dos meus fios (eu não alisava, mas usava muita tintura e descoloração).

Hoje tenho o necessário e o que me deixa feliz de fato. Meus bonecos se foram, mantive uns poucos que me alegram de fato. Muitos brinquedos foram para novos donos, que provavelmente, darão mais valor do que eu no momento. Abri mão de ter mil cores no cabelo e retornei a cor natural, cortei curto o suficiente para ser prático e eliminar químicas restantes, parei de comprar e usar maquiagem (nunca gostei na verdade – de vez em quando eu uso um delineador apenas), quitei minhas dívidas no cartão de crédito e hoje só uso débito (qual o sentido de parcelar algo? Se você não pode pagar, não compre! – Esse é meu jeito de me controlar – hahaha).

Gasto agora com boas refeições, coisas necessárias de verdade. Não possuo mais 3 tipos de creme de cabelo, 50 hidratantes e mil esmaltes. São coisas, coisas e mais coisas. De alguma forma, tudo isso me sufocava sem que eu percebesse. Era uma dedicação, um amor envolvido apenas em OBJETOS. Até onde seria saudável?

Juro que se eu vendesse meu quarto TODO (considerando livros e bonecos raros e importados) eu pagaria uma viagem confortável pra Paris ou Argentina. Sério.

Quero agora uma vida como um quadro limpo, onde posso escrever o que eu quiser. Comecei pelo meu quarto, depois pelo meu pessoal (desapegando também de várias redes sociais) e agora me direciono a gastar com viagens, saída com amigos e coisas que me acrescentem. Minha atenção se volta mais para o meu eu, minhas prioridades são outras e nunca estive tão feliz por ter tomado tais decisões.

Me sinto outra pessoa praticamente. Livre se algumas amarras sociais, possuo o pouco que me faz feliz e continuo na árdua tarefa de caminhar para uma vida cada vez mais minimalista (em termos materiais) e menos minimalista na qualidade de vida.

wwwFonte: https://www.instagram.com/minimalluu/

a louca da faxina – o começo de tudo

Como isso tudo caiu em minha vida?

Na verdade, desde os primórdios da minha infância eu notava um cuidado excessivo com meus brinquedos, tudo muito anormal para uma criança de 4 anos. Com o passar do tempo, meu amor pelos objetos ficava cada vez maior, meu quarto era repletos de pilhas de caixas, artigos e revistas e até peças de brinquedo quebrados “que tinham uma história”. Resumo da obra? Parecia com aquele livro infantil “O menino que quase morreu afogado no lixo”.

Guardava de embalagens fofas até qualquer tralha que eu poderia criar uma afeição. Naquela época eu só parecia uma criança normal-mas-nem-tanto que gostava de acumular coisas. Mas tarde entendi que era um apego anormal. E sim, só notei que não era saudável quando terminei minha adolescência.
Memórias, presentes de “consideração”, lembranças de eventos e aniversários… coisas que “podem ser úteis um dia” ou “fulano (a) me deu, tenho que guardar” são clássicos de pessoas com dificuldade de se desprender de alguns bens materiais.

Isso é doença? Até onde isso é saudável? Você é a senhora da razão?

Acho que se torna “doença” quando essa obsessão por acumulação começa a atrapalhar sua vida de alguma maneira, direta ou indireta. Acredito também que deixa de ser saudável quando nos sentimos muito presos emocionalmente a objetos – “não trate objetos como pessoas”.

De forma alguma sou dona de alguma verdade ou possuo um dom incrível que me habilitou saber os segredos da vida humana perfeita. Apenas descobri nessa saga, um novo estilo de vida, que me deixou muito mais leve e feliz. Aqui estou eu, humildemente, querendo passar adiante.

Como se iniciou de fato minha “loucura por arrumação”:

Tudo se deve a minha fixação por arrumar meu quarto, lance que se iniciou em algum momento dos últimos anos e tem se estendido até então.

Minha mãe sempre fazia aquelas “Grandes Faxinas” de final/começo de ano. Então eu, como uma pequena acumuladora sofria horrores vendo meus bens e apegos indo embora de minha vida. Era bem traumático o método dela: quando via meu quarto bagunçado demais, atirava todas as coisas no chão e me fazia arrumar tudo novamente.

Desde nova chorava horrores quando doava brinquedos, pois todos para mim eram especiais de alguma forma, mesmo que eu não brincasse mais com eles. E graças a Toy Story, tinha medo de ver brinquedo meu chorando por que não o “amei o suficiente”.

Após essas lavagens cerebrais de minha mãe e com o decorrer do meu crescimento fui criando uma necessidade e certo prazer por arrumar meu quarto. Era um momento muito meu e até hoje, acho divertidíssimo (vai entender).

Em meados de 2014/15 para os anos atuais, comecei a tomar cada vez mais gosto por arrumação, fazia faxinas grandes mensais e regularmente me desfazia de roupas e ajudava amigos a fazer o mesmo.

O grande BOOM das minhas “loucuras faxinais” veio quando comecei a trabalhar numa livraria e um livro chamado Marie Kondo: A Mágica da Arrumação. O livro mal tinha lançado e vendia muito. Tinha uma pilha decorada dele na loja e começou a me despertar certa curiosidade.

Ainda assim, eu tinha outras prioridades, como gastar quase meu salário todo em Lego, Hq’s e outros livros. Ah, jovem Ana…

Meados de 2016

Uns meses depois que saí da livraria me deparei com o livro novamente e pensei “eu gosto de arrumar, vai que aprendo algo de interessante” e comprei o tal livro.
Marie captava muito o meu feeling com os objetos. Eu tratava as coisas quase melhor do que as pessoas. Tinha um carinho muito, muito grande com meus livros e figuras de ação que cercavam meu quarto.
A sede por suprir minhas inseguranças e apaziguar a ansiedade e tristeza que me assolava, era toda transferida para compras fúteis que lotavam meu quarto e me esvaziavam por dentro. Era quase um alívio aderir a meu quarto ou guarda-roupa, mais uma peça. Mas logo depois, percebi o atraso que essas me trariam.

Memórias, cartas entregues, cartas nunca entregues… pelúcias das mais diversas, coleções de bonecos (relativamente caros), livros e mais livros (boa parte deles nunca lido). Minha vida era um acumulo louco. Eu achava que os objetos me mostravam como eu me via no mundo. Eu me via diferente, alternativa, geek ou sei lá o que. Cineasta talvez? Olha aqui minha coleção de dvd’s…

Tudo isso depois de um tempo começou a me enlouquecer… não conseguia me concentrar em nenhum projeto, minha vida parecia ter estagnado e minha escrivaninha NUNCA estava livre para meus lapsos criativos.

Meados de 2016

Mas será que isso tudo são os objetos? Será uma depressão/ansiedade falando? Logicamente isso tem sua percentagem e custo nos devaneios que passei. Mas eu me percebi cercada de coisas que não me faziam necessariamente mais feliz ou se quer, eram uteis a mim. Então para que ter todas elas? Para fotos no Instagram? Para me mostrar legal para amigos e conhecidos? Esse exterior todo dedicado a uma imagem de uma Ana Luiza, mas uma Ana Luiza quase personagem.

Em 2017 eu aperfeiçoei alguns métodos de arrumação, mas não estava satisfeita. Por que? Arrumar, comprar organizadores, espremer espaços eram um disfarce. Estava eu pronta realmente para me desvincular de tudo?

Registro do início de /2017

Hoje cada vez mais me desfaço, considero tudo isso um processo. Eu levei meeeses para chegar no nível de desapego que cheguei. E sinceramente? Não me arrependo de nenhum deles.

Eu costumava guardar um enorme e recheado caderno de grandes lembranças também. Ingressos de shows, cinemas, desenhos, cartas, flores e tudo que se imaginar. Mas percebi que era um refúgio ao passado, algo que apesar de nostálgico e belo, me impedia de tomar novos rumos.

Início de /2016 – Desapegando do “caderno de recordações” – Cenas Fortes, cuidado

Eu sempre achei que me conhecia completamente. “Nunca vou usar esse tipo de roupa”. “Nossa, jamais vou me desapegar da minha coleção de Star Wars e Senhor dos Anéis”.

Hoje sou extremamente leve nesse sentido. Dou de presente coisas minhas para amigos, doei diversos brinquedos e blusas para crianças e até ganhei uns dinheiros com uns livros mais caros…

Senti o que? Um enorme alivio, um agradecimento enorme por ter passado por tudo aquilo, pois cada coisa que adquiri teve sua história. Mas agora? Agora esses objetos partiram para criar novas histórias com novas pessoas e gerar novos propósitos ❤

Em breve pretendo falar mais da minha experiência, assim como sugestões de livros, canais e dicas de organização, tanto pras coisas quanto para vida.

(Indicações)
Livros:

Marie Kondo – A arte da Arrumação

Marie Kondo 2 – Isso Me Traz Alegria?

Francine Jay – Menos é Mais

Greg McKeown – Essencialismo

Documentários/Séries:

Minimalism (tem na netflix!)

The True Cost (tem na netflix!)

Youtubers/Canais inspiradores:

The Minimalists – (referentes aos rapazes do Documentário Minimalism citado acima)

Canal da Jenny Mustard

Bremedê Blog – Bruna Medeiros

Sem Moldura – Luiza Ferro

Consumenos – Keloane