Willpower – dedicação pra vencer – um texto sobre Força de Vontade

tertetFonte: https://goo.gl/FjLK1v

Adaptado de: https://goo.gl/9CdjRW
Tradução: Ana Luiza da Rocha Moreira

Como aumentar a sua Força de Vontade

As estratégias para melhorar seu autocontrole são simples, incluem conhecer suas necessidades físicas básicas e remoção de decisões desnecessárias da sua vida diária.

Essas estratégias exigirão tempo e dedicação, mas serão mais efetivos em ajudá-lo a fortalecer sua força de vontade ao decorrer do tempo.

01 Coma com regularidade

A falta de determinação que você sente quando esta com fome não é algo da sua cabeça. Pesquisas indicam a idéia de que a força de vontade requer muita capacidade intelectual e que o cérebro precisa de comida. Se você não está alimentando seu cérebro bem ou com freqüência suficiente, sua força de vontade para fazer suas atividades será diretamente atingida. Por essa razão, se, por exemplo, você está tentando perder peso – ou até escrever seu TCC – Comer pequenas refeições, melhorará seu autocontrole.

02 Remova tentações

Existe um experimento chamado: Marshmallow Experiment (sim, é esse o nome). O Dr. Walter Mischel e sua equipe colocaram um prato de marshmallows numa mesa e deu duas opções para as crianças, ou elas comeriam um Marshmallow ali imediatamente ou esperavam por um tempo indeterminado e comeriam dois.

O que eles perceberam, foi que as crianças que se distraíam (fechavam os olhos, olhavam ao redor e etc) foram capazes de resistir à tentação por mais tempo do que aquelas que não tiravam os olhos do prato com a pilha de marshmallows. Esta “out-of-sight-out-of-mind” (“fora de vista, fora da mente”) é uma tática que tem sido muito efetiva em adultos (sendo assim, usada em escritórios, com doces). Então se você quer evitar a falta de força de vontade, remova algumas tentações do seu caminho.

03 Reduza o numero de decisões que você tem que fazer

Lembre-se que a força de vontade se alimenta da mesma energia que sua capacidade de decidir. Tente limitar o numero de decisões que você tem que fazer. Aqui tem algumas dicas de como reduzir o numero de escolhas que você faz no seu dia-a-dia.

03.1 Prepare suas refeições adiantado – uma ou 2 vezes na semana

03.2 Planeje as roupas que irá usar na semana ou tente o método do armário cápsula.

Enquanto planeja seus looks semana (é bom quando você vive e alguma cidade com uma temperatura mais estável). O armário cápsula pode ter um efeito similar e te dar certa flexibilidade. Basicamente você apenas seleciona itens que combinam com os demais que você já tem.

03.3 Para projetos, crie um plano estruturado para seguir ou consiga um profissional para ajudá-lo. Se você esta tentando fazer algo como “ficar em forma”, fazendo sempre os mesmos exercícios de forma estruturada, isso pode ajudar você a cumprir essa tarefa. Além disso, contratando um profissional para ajudar a lidar com certos detalhes, pode valer a pena.

03.4 Terceirizar! Pode estar um pouco relacionado ao ato de contratar um profissional. Terceirizar decisões é uma ótima maneira de se livrar de pendências. Por exemplo, para projetos de grande porte, como publicar relatórios ou planejar um evento, aprenda a não estar no controle de tudo o tempo todo. Coloque todos a parte do que é necessário fazer, mas deixe os outros tomarem algumas decisões.

Tarefas em quantidade. Isso não vai ajudar você a limitar o numero de decisões que tem que fazer, mas irá ajudar a remover distrações que algumas decisões causam. Cheque seu email em horários fixos e aprenda a amar a função “lembrete” (tanto do computador, quanto do celular).

04 Tenha Foco

De acordo com Baumeister, umas das piores coisas que você pode fazer pela sua “força de vontade” é tentar fazer muitas mudanças ao mesmo tempo. É melhor focar em um por vez.

05 Explore suas emoções

Suas emoções podem ter grande impacto na sua força de vontade.

Mostre suas emoções. Tom Heatherton e Katherine Vohs mensuraram o autocontrole das pessoas que tinham acabado de ver um filme triste. Um grupo foi orientado a não mostrar as emoções e o segundo grupo foi orientado a libertar todas suas emoções.

O grupo que demonstrou suas tristezas obteve melhor desempenho nos testes de força de vontade, provavelmente porque eles não precisaram usar o autocontrole para esconder suas emoções. Então, libertem-se!

Pare de tentar agradar as pessoas. Fazer outros felizes e atender a exigência deles, isto é uma forma direta de acabar com sua força de vontade. Procure caminhos para motivar seu comportamento que não exijam aprovação externa. Verifique seu estado de espírito sempre.

 06 Aumente sua motivação

Inevitavelmente, haverá uma época onde sua força de vontade estará baixa. Em tempos como esses, foque em motivação.
Uma pesquisa feita por Mark Muraven mostra que pessoas com pouca força de vontade tem melhor desempenho em tarefas relacionadas a auto controle quando é dito que elas serão pagas.
Quando sentir a tentação tomando conta, foque em como você pode motivar melhor a si mesmo.

07 Use um “Intenção de Implementação”

Baumeister e o co-autor John Teirney descrevem como lidar com a tentação e reforçar seu autocontrole usando uma técnica chamada: “implementation intention.” Que em português seria “intenção de implementação”, uma forma ainda melhor de falar seria: se preparar previamente para situações futuras, pensamentos como: “Assim que eu acordar, antes de qualquer outra coisa, vou colocar meus tênis e sair para uma corrida.” Basicamente, seria uma relação de preparo, prevenção, planejamento.

Funciona da seguinte forma: antes de você experimentar a tentação, você deve planejar sua resposta. Supondo que você esta evitando comida não saudável. Se você está em uma festa e alguém lhe oferece sobremesa, você pode planejar uma resposta evitando-a e quem sabe pedir uma fruta fresca no lugar (ta, que exemplo horrível – comentário de @zaluina).
A chave do problema é pensar sobre as situações onde sua força de vontade será testada e preparar uma resposta adiantada – basicamente decidindo com antecedência.

08 Pratique o autocontrole

A mais desafiadora, porém, melhor maneira de fortalecer sua força de vontade é de fato, utilizá-la. Baumeister sugere que você crie pequenos desafios que necessitam de pouco esforço para serem realizados. Por exemplo, você pode se comprometer a apagar a luz em todo o cômodo que você deixar, guardar suas roupas ao final de cada dia ou eliminar algumas palavras/reclamações de seus discursos diários.

Essas tarefas relativamente fáceis, praticadas diligentemente (com dedicação e agilidade) irão aprimorar suas habilidades de autocontrole e construir melhor sua confiança diante das tentações.

Sem duvida, fortificar a sua força de vontade não é fácil, mas os benefícios que vem com reservas de autodeterminação podem lhe dar uma vantagem.
O investimento que você faz na sua habilidade de autocontrole é um dos melhores que você pode fazer na sua vida.

Então, agora a questão é, o que você vai fazer com a sua força de vontade?

Alguns podem ter se questionado o porquê da associação do título com o Lanterna Verde. Bem, primeiramente, eu adoro essas coisas. Hahaha

Segundo que, pra quem não sabe, o Lanterna Verde utiliza um anel que canaliza uma energia de uma entidade chamada ÍON (cientificamente falando, um átomo eletricamente carregado), que nos quadrinhos é uma carga de energia que fornece poder a quem o usa através da força de vontade da pessoa.

vdfgdghFonte: https://goo.gl/CqXoZg

rtwetetFonte: http://www.lanternasverdes.com/ion.jpg

Apesar do texto traduzido por mim a seguir ser retirada de um estilo mais “auto-ajuda”, achei interessante comparar ele com um herói (porque sou dessas). Simplesmente achei fantástico o fato de se encaixar bem com o Lanterna Verde. É bem interessante ver a potencia e importância da força de vontade que temos… Pra viver, levantar todos os dias, sair de dificuldades, enfrentarmos problemas e superá-los ao maximo.

A força de vontade é o que mais ajuda em quem sofre de depressão, ou aquela fase cheia de bads que todos passamos. É o que nos motiva a seguir andando mesmo sem um rumo certo.

Engraçado é que tirando como base o quadrinho do Lanterna Verde e toda sua história e personagens, consegui associar isso com a mais pura verdade sobre nossas vidas e inseguranças. Pra quem não conhece, os “inimigos” desse Herói se utilizam de outros anéis que exercem poderes através de “outras emoções” digamos assim.

(estou resumindo bem superficialmente galera. Se eu fosse explicar as raças alienígenas e as origens eu ia levar 84 anos. Então fãs de Hq, não me encham de desaforo pls)

Dentre várias delas, acredito que 3 sejam reais empecilhos em nossas vidas, dentre elas estão:
                                           medo        ganância       raiva

O medo nos impede de tomar decisões, ou nos faz tomar decisões que não queremos. A ganância nos cega em caminho de nossas conquistas e a raiva? Bem, a raiva desequilibra todas nossas relações pessoais e interpessoais, afetando diretamente nossa qualidade de vida.

Mas isso é só minha humilde opinião.

Espero que tenham gostado do texto de Autoajuda + leve reflexão geek;

Espero também que esse texto tenha motivado muitos, tanto a tomar iniciativas para fortalecer suas forças de vontade, quanto para ler e assistir o Lanterna Verde;

Brb

Anúncios

sobre consumo e desapego

Imagem1Fonte: https://www.instagram.com/minimalluu/

Sabe como passei a compreender tanto o minimalismo? Experimentando o “outro lado” dessa vida.

Como muitos que me conhecem sabem, era EXTREMAMENTE consumista.

Gastava todo meu dinheiro em lojas de brinquedos (era viciada em bonecos de Sagas para usar de enfeite no quarto), roupas (Tinha 1 gaveta funda SÓ de t-shirts de Star Wars, sério) e muitas outras baboseiras que meu coração de “AI MEU DEUS QUE INCRIVEL, PRECISO DISSO” pedia.

Meu dinheiro ia embora com uma rapidez maior do que o recebia. Logo me percebi com 2 cartões de crédito, um de débito (sem nada) e um quarto repleto de coisas lindas, porém, inúteis.

Eu precisava pagar boletos importantes, renovações da carteira de arquiteta, uma remoção de siso que o plano não cobria ou até uns trocados para um lanche quando estava na rua. E eu não tinha esse dinheiro. Por que? Minha compulsão do AGORA sugou todas as minhas finanças.

Muitos me perguntam como eu migrei de um Extremo para outro. Não, não foi por causa de um só livro e não, esse processo não durou 1 semana, nem 1 mês. Durou meses (e ainda dura de certa forma). É quase uma evolução espiritual (digamos assim). Com o passar das faxinas, desapegos e outras consciências (decididas unicamente por mim, ninguém me obrigou) comecei a perceber o mundo com um olhar diferente. Mais simples, limpo e leve.

Realmente para mim HOJE, não faz sentido eu ter 12 ou 15 casacos (sim, eu tinha hahaha). Não faz sentido eu ter 3 gavetas ou mais, entupidas de sapato, quando na verdade, eu nem uso todos. Não faz sentido comprar mais roupas, se eu nem uso todas as que tenho.

No começo foi muito psicologicamente chocante, por assim dizer, me “livrar” de tantas posses. Achei que iria me arrepender, ter surtos de compra para suprir “o que se foi”… quando na verdade me veio um alivio IMENSO e um gostinho de “quero mais”. E cada vez mais fui me impulsionando para uma vida simplificada.

Eu tenho um costume particular. Eu mudo MUITO de estilo as vezes. Mudo a cor e corte de cabelo como quem troca de roupa, me visto de vestidos florais numa época e jeans e t-shirts em outras. E com tanta oscilação, notei que nunca estava satisfeita.
Foi aqui que me deu um click sabe? Um apito na mente. Eu nunca estava plena com o que vestia ou como me mostrava para o mundo.

Atualmente tenho acompanhado muitas meninas fazendo “transição” para retomar seus cabelos naturais e sem química, assim como tenho visto muitas aderindo ao famoso “Armário Cápsula” (Que em breve postarei sobre, mas basicamente, é viver com o mínimo de peças e evitar compras desnecessárias). Com o mundo retornando ao natural e ao essencial, me senti ainda mais motivada. Doei e vendi 90% do meu armário. Aderi a um estilo mais simples, mas que me identifiquei muito e resolvi parar de alterar tanto a química dos meus fios (eu não alisava, mas usava muita tintura e descoloração).

Hoje tenho o necessário e o que me deixa feliz de fato. Meus bonecos se foram, mantive uns poucos que me alegram de fato. Muitos brinquedos foram para novos donos, que provavelmente, darão mais valor do que eu no momento. Abri mão de ter mil cores no cabelo e retornei a cor natural, cortei curto o suficiente para ser prático e eliminar químicas restantes, parei de comprar e usar maquiagem (nunca gostei na verdade – de vez em quando eu uso um delineador apenas), quitei minhas dívidas no cartão de crédito e hoje só uso débito (qual o sentido de parcelar algo? Se você não pode pagar, não compre! – Esse é meu jeito de me controlar – hahaha).

Gasto agora com boas refeições, coisas necessárias de verdade. Não possuo mais 3 tipos de creme de cabelo, 50 hidratantes e mil esmaltes. São coisas, coisas e mais coisas. De alguma forma, tudo isso me sufocava sem que eu percebesse. Era uma dedicação, um amor envolvido apenas em OBJETOS. Até onde seria saudável?

Juro que se eu vendesse meu quarto TODO (considerando livros e bonecos raros e importados) eu pagaria uma viagem confortável pra Paris ou Argentina. Sério.

Quero agora uma vida como um quadro limpo, onde posso escrever o que eu quiser. Comecei pelo meu quarto, depois pelo meu pessoal (desapegando também de várias redes sociais) e agora me direciono a gastar com viagens, saída com amigos e coisas que me acrescentem. Minha atenção se volta mais para o meu eu, minhas prioridades são outras e nunca estive tão feliz por ter tomado tais decisões.

Me sinto outra pessoa praticamente. Livre se algumas amarras sociais, possuo o pouco que me faz feliz e continuo na árdua tarefa de caminhar para uma vida cada vez mais minimalista (em termos materiais) e menos minimalista na qualidade de vida.

wwwFonte: https://www.instagram.com/minimalluu/

a louca da faxina – o começo de tudo

Como isso tudo caiu em minha vida?

Na verdade, desde os primórdios da minha infância eu notava um cuidado excessivo com meus brinquedos, tudo muito anormal para uma criança de 4 anos. Com o passar do tempo, meu amor pelos objetos ficava cada vez maior, meu quarto era repletos de pilhas de caixas, artigos e revistas e até peças de brinquedo quebrados “que tinham uma história”. Resumo da obra? Parecia com aquele livro infantil “O menino que quase morreu afogado no lixo”.

Guardava de embalagens fofas até qualquer tralha que eu poderia criar uma afeição. Naquela época eu só parecia uma criança normal-mas-nem-tanto que gostava de acumular coisas. Mas tarde entendi que era um apego anormal. E sim, só notei que não era saudável quando terminei minha adolescência.
Memórias, presentes de “consideração”, lembranças de eventos e aniversários… coisas que “podem ser úteis um dia” ou “fulano (a) me deu, tenho que guardar” são clássicos de pessoas com dificuldade de se desprender de alguns bens materiais.

Isso é doença? Até onde isso é saudável? Você é a senhora da razão?

Acho que se torna “doença” quando essa obsessão por acumulação começa a atrapalhar sua vida de alguma maneira, direta ou indireta. Acredito também que deixa de ser saudável quando nos sentimos muito presos emocionalmente a objetos – “não trate objetos como pessoas”.

De forma alguma sou dona de alguma verdade ou possuo um dom incrível que me habilitou saber os segredos da vida humana perfeita. Apenas descobri nessa saga, um novo estilo de vida, que me deixou muito mais leve e feliz. Aqui estou eu, humildemente, querendo passar adiante.

Como se iniciou de fato minha “loucura por arrumação”:

Tudo se deve a minha fixação por arrumar meu quarto, lance que se iniciou em algum momento dos últimos anos e tem se estendido até então.

Minha mãe sempre fazia aquelas “Grandes Faxinas” de final/começo de ano. Então eu, como uma pequena acumuladora sofria horrores vendo meus bens e apegos indo embora de minha vida. Era bem traumático o método dela: quando via meu quarto bagunçado demais, atirava todas as coisas no chão e me fazia arrumar tudo novamente.

Desde nova chorava horrores quando doava brinquedos, pois todos para mim eram especiais de alguma forma, mesmo que eu não brincasse mais com eles. E graças a Toy Story, tinha medo de ver brinquedo meu chorando por que não o “amei o suficiente”.

Após essas lavagens cerebrais de minha mãe e com o decorrer do meu crescimento fui criando uma necessidade e certo prazer por arrumar meu quarto. Era um momento muito meu e até hoje, acho divertidíssimo (vai entender).

Em meados de 2014/15 para os anos atuais, comecei a tomar cada vez mais gosto por arrumação, fazia faxinas grandes mensais e regularmente me desfazia de roupas e ajudava amigos a fazer o mesmo.

O grande BOOM das minhas “loucuras faxinais” veio quando comecei a trabalhar numa livraria e um livro chamado Marie Kondo: A Mágica da Arrumação. O livro mal tinha lançado e vendia muito. Tinha uma pilha decorada dele na loja e começou a me despertar certa curiosidade.

Ainda assim, eu tinha outras prioridades, como gastar quase meu salário todo em Lego, Hq’s e outros livros. Ah, jovem Ana…

Meados de 2016

Uns meses depois que saí da livraria me deparei com o livro novamente e pensei “eu gosto de arrumar, vai que aprendo algo de interessante” e comprei o tal livro.
Marie captava muito o meu feeling com os objetos. Eu tratava as coisas quase melhor do que as pessoas. Tinha um carinho muito, muito grande com meus livros e figuras de ação que cercavam meu quarto.
A sede por suprir minhas inseguranças e apaziguar a ansiedade e tristeza que me assolava, era toda transferida para compras fúteis que lotavam meu quarto e me esvaziavam por dentro. Era quase um alívio aderir a meu quarto ou guarda-roupa, mais uma peça. Mas logo depois, percebi o atraso que essas me trariam.

Memórias, cartas entregues, cartas nunca entregues… pelúcias das mais diversas, coleções de bonecos (relativamente caros), livros e mais livros (boa parte deles nunca lido). Minha vida era um acumulo louco. Eu achava que os objetos me mostravam como eu me via no mundo. Eu me via diferente, alternativa, geek ou sei lá o que. Cineasta talvez? Olha aqui minha coleção de dvd’s…

Tudo isso depois de um tempo começou a me enlouquecer… não conseguia me concentrar em nenhum projeto, minha vida parecia ter estagnado e minha escrivaninha NUNCA estava livre para meus lapsos criativos.

Meados de 2016

Mas será que isso tudo são os objetos? Será uma depressão/ansiedade falando? Logicamente isso tem sua percentagem e custo nos devaneios que passei. Mas eu me percebi cercada de coisas que não me faziam necessariamente mais feliz ou se quer, eram uteis a mim. Então para que ter todas elas? Para fotos no Instagram? Para me mostrar legal para amigos e conhecidos? Esse exterior todo dedicado a uma imagem de uma Ana Luiza, mas uma Ana Luiza quase personagem.

Em 2017 eu aperfeiçoei alguns métodos de arrumação, mas não estava satisfeita. Por que? Arrumar, comprar organizadores, espremer espaços eram um disfarce. Estava eu pronta realmente para me desvincular de tudo?

Registro do início de /2017

Hoje cada vez mais me desfaço, considero tudo isso um processo. Eu levei meeeses para chegar no nível de desapego que cheguei. E sinceramente? Não me arrependo de nenhum deles.

Eu costumava guardar um enorme e recheado caderno de grandes lembranças também. Ingressos de shows, cinemas, desenhos, cartas, flores e tudo que se imaginar. Mas percebi que era um refúgio ao passado, algo que apesar de nostálgico e belo, me impedia de tomar novos rumos.

Início de /2016 – Desapegando do “caderno de recordações” – Cenas Fortes, cuidado

Eu sempre achei que me conhecia completamente. “Nunca vou usar esse tipo de roupa”. “Nossa, jamais vou me desapegar da minha coleção de Star Wars e Senhor dos Anéis”.

Hoje sou extremamente leve nesse sentido. Dou de presente coisas minhas para amigos, doei diversos brinquedos e blusas para crianças e até ganhei uns dinheiros com uns livros mais caros…

Senti o que? Um enorme alivio, um agradecimento enorme por ter passado por tudo aquilo, pois cada coisa que adquiri teve sua história. Mas agora? Agora esses objetos partiram para criar novas histórias com novas pessoas e gerar novos propósitos ❤

Em breve pretendo falar mais da minha experiência, assim como sugestões de livros, canais e dicas de organização, tanto pras coisas quanto para vida.

(Indicações)
Livros:

Marie Kondo – A arte da Arrumação

Marie Kondo 2 – Isso Me Traz Alegria?

Francine Jay – Menos é Mais

Greg McKeown – Essencialismo

Documentários/Séries:

Minimalism (tem na netflix!)

The True Cost (tem na netflix!)

Youtubers/Canais inspiradores:

The Minimalists – (referentes aos rapazes do Documentário Minimalism citado acima)

Canal da Jenny Mustard

Bremedê Blog – Bruna Medeiros

Sem Moldura – Luiza Ferro

Consumenos – Keloane